Volte a sua infância cristã, e lembre-se do que todos diziam: “o papai do céu”, como um Deus fálico , masculino, Onipotente e onipresente fruto de uma sociedade totalmente patriarca, que tinha como objetivo fervoroso e principal diluir e exterminar a divindade feminina.
Porém nós conseguimos preservar o culto a deusa e o deus dês de tempos remotos, onde quem executava o culto, assinava sua sentença de morte.
Para nós, não existe só um Deus homem, e sim o homem e a mulher, o masculino e feminino, as duas polaridades que se completam naturalmente e divinamente para o nascimento do sagrado da vida. Os símbolos que representam estas divindades são o Sol, para o Deus representado também pela vida selvagem “Deus Cornífero”. E a Lua para a Deusa (porém também muito representada como Gaya , A Mãe Terra.
O Deus
“O Deus realmente é deixado de lado muitas vezes nos cultos pagãos, como se a energia da Deusa pedisse essa dedicação exclusiva. Isto é verdade em parte, porque, não é possível cultuar o Deus adequadamente enquanto não mergulharmos na Deusa e nos despirmos do Deus do patriarcado.”
Ao Deus Cornífero é dado vários nomes de acordo com a tradição, e estas incluem Cernunnos, Pã, Atho e Karnayna.
Em outras ocasiões, o Deus é visto como o Homem verde, uma figura tradicional na arte e da arquitetura européia, e muitas vezes interpretado como sendo associado com o mundo natural.
O Deus é frequentemente descrito como um Deus Sol em especial no festival de Litha, ou o solstício de verão. Outra representação de Deus é a do Rei Carvalho e o Rei Azevinho, aquele que governa a primavera e o verão, esse que governa o outono e o inverno.
A Deusa
A Deusa é geralmente retratada como uma Deusa tríplice, sendo assim uma divindade triádica composta de uma deusa virgem, uma deusa-mãe e uma deusa anciã, cada um dos quais tem associações diferentes, ou seja, a virgindade, a fertilidade e a sabedoria. Ela também é comumente descrita como uma Deusa Lua e muitas vezes é dado o nome de Diana após a divindade romana. Alguns wiccanos, especialmente a partir da década de 1970, têm visto a Deusa como a mais importante das duas divindades, que é pré-eminente de que ela contém e concebe tudo.
A este respeito, o Deus é visto como a centelha de vida e inspiração dentro dela, ao mesmo tempo seu amante e seu filho Isto se reflete na estrutura tradicional do coven. Para uma forma monoteísta da Wicca, o Dianismo, a Deusa é a divindade única, um conceito que tem sido criticado por membros de outras tradições mais igualitárias.
Lembrando que a deusa é consagrada com três cores muito usadas em rituais, chamada de “tradição da Deusa a Donzela”: é representada pela cor branca e significa os inícios, tudo o que vai crescer, o apogeu da juventude, as sementes plantadas que começam a germinar, a Primavera, os animais no cio e seu acasalamento. Ela e a Virgem, não só aquela que é fisicamente virgem, mas a mulher que se basta, independente e autosuficiente. Como Mãe a Deusa está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão. Significa abundância, proteção, procriação, nutrição, os animais parindo e amamentando, as espigas maduras, a prosperidade, a idade adulta. Ela é a Senhora da Vida, a face mais acolhedora da Deusa.
A Deusa é a Anciã, que é a Mulher Sábia, aquela que atingiu a menopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Simboliza a paciência, a sabedoria, a velhice, o anoitecer, a cor preta.
A Anciã também é a Deusa em sua face Negra da Ceifeira, a Senhora da Morte. Aquela que precisa agir para que o eterno ciclo dos renascimentos seja perpetuado. Esta é o aspecto com que mais dificilmente nos conectamos, porém, a Senhora da Sombra, e a Guardiã das Trevas.





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