sexta-feira, 16 de julho de 2010

O credo das Bruxas

Poesia litúrgica ESCRITA pela Sacerdotisa Doreen Valiente:

O credo das Bruxas

Ouça agora a palavra das Bruxas,

os segredos que na noite escondemos,

Quando a obscuridade era caminho e destino,

e que agora à luz nós trazemos.



Conhecendo a essência profunda,

dos mistérios da Água e do FOGO ,

E da TERRA e do AR que circunda,

manteve silêncio o nosso povo.



No eterno renascimento da Natureza,

à passagem do Inverno e da Primavera,

Compartilhamos com o Universo da vida,

que num Círculo Mágico se alegra.



Quatro vezes por ano somos vistas,

no retorno dos grandes Sabás,

No antigo Halloween e em Beltane,

ou dançando em Imbolc e Lammas.



Dia e noite em tempo iguais vão estar,

ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,

Quando, mais uma vez, BRUXAS a festejar,

Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.



Treze Luas de prata cada ano tem,

e treze são os COVENS também,

Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,

para saudar a cada precioso ano e dia.



De um século a outro persiste o poder,

Que através das eras tem sido levado,

Transmitido sempre entre homem e mulher,

desde o princípio de todo o passado.



Quando o círculo mágico for desenhado,

do poder conferido a algum instrumento,

Seu compasso será a união entre os mundos,

na TERRA das sombras daquele momento.



O mundo comum não deve saber,

e o mundo do além também não dirá,

Que o maior dos DEUSES se faz conhecer,

e a grande Magia ali se realizará.



Na Natureza, são dois os poderes,

com formas e forças sagradas,

Nesse templo, são dos os pilares,

que protegem e guardam a entrada.



E fazer o que queres, será o desafio,

como amar a um AMOR que a ninguém vá magoar.

Essa única regra seguimos a fio,

para a Magia dos antigos se manifestar.



Oito palavras o credo das BRUXAS enseja:

sem prejudicar a ninguém, faça o que você deseja!

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